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Descaso em hosp.Psiquiátrico6
Sujeira em todo o hospital atraia ratos,baratas e outros insetos.
  Sujeira em todo o hospital atraia ratos,baratas e outros insetos.
  As coisas pioravam muito durante a noite,que os plantonistas iam para o trabalho apenas dormir,inúmeras queixas se recebia todos os dias das pacientes,que eram agredidas nos seus leitos por outras,pediam socorro e encontravam a porta do posto de enfermagem trancada.
Pacientes masculinos vinham de seus pavilhões para terem relações sexuais permitidas ou por meio de violência, usavam o banheiro delas apesar das reclamações das mesmas,arrombavam seus armários,furtando seus pertences.
Outras pediam seu remédio noturno e não eram atendidas,quando havia um creme para passar piorou,ficavam sem.
Colchões dos pacientes eram expostos ao sol, fétidos, lençóis rasgados, camas sem colchão, pacientes nuas o dia inteiro.
Algumas estavam tão bronzeadas que as queimaduras confundiam-se com marcas de sujeira entranhada no corpo,ficavam nuas jogadas no sol escaldante todo o dia,nenhum plantonista se dignava a tirá-las do sol.
As mais deficitárias comiam o que viam pela frente inclusive tive a oportunidade de ver uma comer um rato.
Também comecei a observar que os pacientes fumavam muito, fumo de rolo.
Faziam sexo com promiscuidade e em todo lugar, eram muito sujas, a assepsia era rara, as chagas e as doenças surgiam devido a falta de higiene, pacientes caminhavam junto com ratazanas, esgoto da lavanderia, cobras devido a enorme área verde, a fome também não dava trégua, comida escassa,ruim, suja,uma lavagem.
As pacientes reclamavam em vão, iam perdendo peso,perdendo peso, até ficarem tuberculosas e irem para o pavilhão dos tuberculosos e de lá morrerem.
Quando não, morriam de causa desconhecida,o laudo que os clínicos brigavam para não dar,e não se comprometerem, era diagnosticado: Parada Cardio Respiratória.
Comecei a observar os outros pacientes, e constatei outro absurdo, eles trabalhavam: no jardim, esfregando chão,carregando pesados baldes de cloro, empurrando carroças com o lixo, lavando refeitório, carregando material de limpesa, enfim tudo que os funcionários designados para esses tipos de serviço, deveriam fazer mandavam os pacientes.
E os coitados, ficavam doentes, com doenças de pele devido ao cloro, e tantas outras.
Observava muito, e logo percebi que muitos funcionários apenas batiam o ponto e saiam,eram pagos ,como somos pela verba federal,mas trabalhavam nas casas dos donos,mais um crime.
Via também pacientes fazerem favores aos funcionários,indo a padarias,barracas,supermercados,chegarem cheios de sacolas,cansados de carregarem tanto peso, que estranho,não são pacientes crônicos que devem viver enclausurados?
Mais um dado interessante que via com freqüência, o bicheiro,homem que passa jogo do bicho, tinha livre acesso as dependências dos pavilhões,para os pacientes fazerem seus jogos,crime de incentivo ao jogo em pessoas inimputáveis.
Subornavam o porteiro para terem acesso a recepção, e a sair de vez em quando, davam cigarros, lanches e até dinheiro.
Outra prática muito comum na época do Imposto de Renda,era a venda desenfreada de recibos falsos,era incrível como todo mundo passava recibo para todo mundo.
Declarações de patologias, nem sempre verdadeiras, para que os pacientes continuassem ali eram habituais na época de fiscalização.
Outro dado curioso era que algumas famílias não prestavam assistência adequada a seus parentes ali internos,ficando com a verba de direito do paciente, a LOAS, e o curioso é que as assistentes sociais tinham uma enorme resistência de denunciar o fato, bem como de realizar visitas as residências, e levar os pacientes para passeios fora do ambiente hospitalar