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Descaso em hosp.Psiquiátrico5
Paciente semi nua,circulando entre homens e mulheres
  Paciente semi nua,circulando entre homens e mulheres
  Creusa,diarista do pavilhão José OtávioI,me contou que quando o pavilhão feminino situava-se no Alcides Codeceira, ela trancou algumas pacientes no quarto e elas com raiva atearam fogo a si mesmas ,e isso terminou em óbito de uma delas.
E que só tomavam banho aos sábados, a higiene ainda era mais precária do que imaginava.
Muitas pessoas que ali estavam, na verdade não precisavam está lá, mas eram internas sem a fiscalização do Ministério Público, às escondidas.
Como o hospital era muito grande alguns pacientes orientados e que faziam uso de álcool e drogas, usavam as dependências do hospital pra fazê-lo, outros fugiam pelos fundos indo para o bairro.
A escolinha que as terapeutas ocupacionais usavam para trabalhar com os pacientes, se transformava em motel para os funcionários que muitas vezes eram flagrados em posições íntimas.
Sexo era, e é, uma coisa banalizada entre eles, doença das mais diversas proliferavam, doentes infectavam os sadios, o ambiente é fétido, imundo.
Suicídios e assassinatos eram praticados por pacientes, e os casos eram omitidos da policia.

Os pacientes do pavilhão Anita Paes Barreto, que eram os mais deficitários, tomavam banho com se estivessem num campo de concentração, todos em fila, nus, o auxiliar de enfermagem jogando água neles com uma mangueira.
Os lanches trazidos, como já citei, eram devorados pelas diaristas e auxiliares do pavilhão.
Havia um paciente no pavilhão Jarbas Pernambucano,Moisés, que negociava abertamente venda de rádios, cds, dvds piratas, e telefones celulares todos de procedência duvidosa,inclusive houve um furto de celular de uma funcionária,onde houve a desconfiança de ter sido o próprio, mas nada foi apurado.
A venda de produtos a pacientes era uma prática comum entre os funcionários principalmente dos níveis médio e elementar eles se aproveitavam da doença mental,para ganhar um extra,e a confusão começava quando os pacientes adquiriam produtos de qualidade inferior ao preço que haviam pago,alguns auxiliares e faxineiras, procuravam o serviço social, para que forçássem o paciente a pagar,o que era feito pelas assistentes sociais.
Só resta uma pergunta, eles não são inimputáveis, como podem comprar, vender, etc?