| Descaso em Hosp.Psiquiátrico4 |
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28-06-07- Paciente nua e doente. |
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No pavilhão das idosas o médico cardiologista pediu que suspendessem a medicação das pacientes ,devido ao longo tempo de uso,nada foi feito,nem mesmo revisar as medicações p/ diminuir a quantidade.
O descaso continuou, com a paciente Elisabeth Coelho, na sexta,oito de dezembro de 2006,a assistente social do Ministério Público,deixou a verba que seu genitor ,interno em um abrigo em Jaboatão dos Guararapes lhe reserva, a paciente em questão ,está desorientada no espaço tempo, suja, cabelos e unhas por fazer,mesmo assim se houvesse desprendimento,se as auxiliares a higienizassem, daria para a mesma sair com a assistente social e comprar seus objetos pessoais,nada disso foi feito,pois tanto Terezinha como Soneide,coordenadora do serviço social, poderiam ter saído com a paciente para junto com ela ,comprarem seus pertences pessoais.
Ao invés disso deram toda a importância de duzentos e quarenta reais,nas mãos da paciente, poque como ela estava sendo trazida pelo Ministério Público, ficaram com medo de furtar essa verba, como fazem com as demais, o que obviamente,como é do conhecimento de todos que ali trabalham,vai se extraviar nas mãos de outros pacientes, ou até mesmo funcionários mais espertos.
Encontrei em uma tarde, na recepção do hospital, a filha de uma das pacientes, ela chorava e dizia a nós visitantes que ali estavam, que sua mãe iria morrer, fui conversar com ela , a mesma referiu ser Mauricea Wanderlei,sua genitora, que estava com prolapso retal, ligamos para o pavilhão e a nova diarista disse que não tinha certeza se o médico já havia visto,mas que estava tudo bem.
Nós vimos Mauricea, que é uma paciente desorientada, estava seminua e sentanda no chão imundo, pude ver a extensão de seu problema, senti vergonha de estar ali,parecia compactuar para piorar o sofrimento humano, mais do que a doença mental já lhe proporcionava.
A auxiliar de enfermagem a levou para dar-lhe um banho, ia ser vista pela médica clinica que, por sorte, estava no pavilhão, a médica que até aquele momento parecia uma das poucas pessoas comprometidas com a causa, parecia ter se aliado ao “sistema”,olhou com desdém para a paciente, e por fim referiu que não podia pedir sua transferência para a UTC, pois se tratava de um simples prolapso retal, e que no pavilhão das idosas havia uma paciente que convivia com esse problema não precisando ser transferida.
Fiquei horrorizada com aquela situação, por mais que as auxiliares relatassem a magrem, a dificuldade para lhe assearem, e por fim a febre(que seria sintoma de uma possível infecção),nada a fazia mudar de idéia.
Estava “atacada”, envergonhada, e pensava comigo, "Essa mulher não tem mãe, nem filho não imagina que poderia ser um desses que poderiam está no lugar daquela pobre mulher", que já pelo seu olhar pedia socorro, enfim mesmo não projetando para um parente, mas isso fere nossa dignidade humana, enquanto pessoa, ser humano, será que essa médica não se sente agredindo e matando um semelhante.
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